Como a tecnologia pode ajudar o setor de consórcios a manter o crescimento?

Como a tecnologia pode ajudar o setor de consórcios a manter o crescimento?

O atual cenário de transformação digital, em que os clientes podem acessar os canais de contato com as empresas de qualquer lugar via celular, é outro ponto de desafio para as administradoras de consórcio.

O setor de consórcios tem apresentado um desempenho positivo apesar do cenário de desaceleração econômica visto no Brasil, mas os dados podem ser ainda melhores quando a tecnologia é aplicada de forma eficiente em sua base de informações.

Dados da ABAC (1) (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio) mostram que, apenas no mês de janeiro, as vendas de novas cotas do Sistema de Consórcios subiram 4,9% – o que é algo favorável, ainda mais no primeiro mês do ano, quando despesas como IPTU e IPVA acabam comprometendo parte importante do orçamento familiar. No mesmo período de análise, o número de participantes atingiu 191 mil contra 182 mil no mesmo mês do ano passado. Os correspondentes créditos comercializados avançaram 11,2%, saltando de R$ 7,014 bilhões (janeiro/2018) para R$ 7,801 bilhões (janeiro/2019).

O levantamento da ABAC ainda destaca que as vendas de novas cotas no primeiro mês do ano atingiram o segundo melhor volume quando comparado com os de anos anteriores, a partir de 2015. Ao mesmo tempo, os indicadores setoriais e globais das vendas de novas cotas no mês de janeiro registraram melhora nas adesões de consorciados, tanto para aquisição de bens imóveis ou móveis duráveis como para contratação de serviços.

Diante do aumento da demanda por consórcios, as soluções tecnológicas se fazem necessárias para preencher as necessidades dos clientes, uma vez que pronto atendimento e facilidade nas negociações são características importantes para o sucesso de uma administradora de consórcios. O atual cenário de transformação digital, em que os clientes podem acessar os canais de contato com as empresas de qualquer lugar via celular, é outro ponto de desafio para as administradoras de consórcio. Ter o serviço em versão mobile para realização de consultas, tirar dúvidas ou mesmo efetuar novas compras pode ser mais efetivo para a administradora do que viabilizar negócios apenas nos escritórios físicos.

A Circular 3785/2016 do Banco Central também exige mais transparência na realização dos negócios pelas administradoras de consórcios. Entre os pontos que precisam de acompanhamento pelas empresas, encontra-se a necessidade de elaboração de um relatório que comprove sua viabilidade econômico-financeira antes que seja realizada a assembleia para composição do grupo de consórcio. As empresas devem estar atentas à compatibilidade entre o valor da taxa de administração e as despesas imediatas de vendas de cotas.

Outro ponto que comprova a necessidade das administradoras de consórcios serem eficientes junto ao consorciado (por meio de soluções tecnológicas intuitivas) é a admissão de qualquer forma de manifestação por parte do consorciado sobre a sua desistência do grupo do consórcio, em processo similar ao procedimento de contratação da cota. Além de facilitar a saída do cliente, ela também viabiliza a readmissão do consorciado excluído não contemplado no respectivo grupo – a circular do BC estipula, entre outras regras, que a exclusão de eventuais multas rescisórias fica a critério da administradora.

O setor brasileiro de consórcios precisa integrar de maneira eficiente todos os processos operacionais capazes de garantir sua longevidade e crescimento, de forma a alinhar operação e estratégia, aproximando os clientes e as administradoras e ampliando o volume de vendas.

Fonte: InfoMoney

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