A solidariedade como legado

A solidariedade como legado

Neto e sobrinho de políticos, Paulo Mansur resolveu fazer das boas ações sua herança.

Sorriso largo, um caminhar tranquilo e um jeito de falar calmo, por onde passa Paulo Mansur parece pertencer ao lugar. O empresário de 35 anos se encaixa tanto nas salas de reuniões comerciais quanto bas vielas de uma comunidade. A jornada dupla dura quatro anos e veio de um desejo antigo de ajudar. Pode-se dizer até mesmo de uma herança: mirando no exemplo do avô, de quem também recebeu o nome, Paulo decidiu criar um projeto de solidariedade que resultou no programa A Voz da População. Desde novembro de 2014 o programa já ajudou centenas de família a realizarem sonhos que vão desde cesta básica até a recuperação da locomoção. Visitou também entidades assistenciais e percorreu bairros de Campinas, mostrando a dificuldade dos moradores.

Sem regalias
Paulo Mansur começou a trabalhar aos 14 anos como office boy na rádio Cultura Fm, durante as férias escolares. Aos 18 começou a vender propaganda para a emissora, tornando-se executivo com melhor desempenho da área de vendas. Com apenas 19 anos resolveu partir para um desafio ainda maior: abriu sua própria empresa. Liderando 15 funcionários e ainda frequentando as aulas da faculdade de administração durante a noite, alcançou um sucesso que fez o próprio pai, empresário experiente, virar sócio da campanha. Mesmo envolvido com seus próprios negócios, nunca deixou de vender propaganda para as emissoras da família. Apesar da rotina exaustiva, ele acredita que valeu a pena “A venda sempre foi de porta em porta nos comércios e nas agências de publicidade. Esse corpo a corpo na rua me deixou com uma inteligência mais ampla e uma visão de 360 graus para negociações”.

Mas a prática também foi aliada a uma boa formação acadêmica: graduou-se em Admnistração de Empresas e fez Pós-graduação em Planejamento Municipal. Tanto esforço culminou no convite para Paulo, aos 29 anos, assumir o departamento Comercial da emissora de televisão da família, assim como a direção da emissora de rádio, tornando-se Diretor Geral das emissoras de rádio e Diretor Comercial das emissoras de TV. “Sempre busquei desafios e acredito nas pessoas que são profissionais para cada setor. Cada setor tem que ter profissionais trabalhando para aquela função” – afirma Paulo.

Trabalhando duro sempre foi o lema da família Mansur. O expediente começa cedo e termina tarde, todos os dias. “Meu pai me ligava às 7:00 da manhã de segunda a sexta só para saber se eu já tinha chegado na empresa. Isso ele fez dosw meus 18 até meus 26 anos de idade. Quando ele parou, senti falta”, relembra Mansur. Essa experiência moldou o caráter e o profissional que Paulo é hoje e pretende ser durante sua vida pública: “Sempre busquei trabalhar e formas profissionais na minha administração dentro da empresa. Quero dar exemplo de gestão e honrar meus compromissos. Quero fazer um trabalho em prol das pessoas mais necessitadas e da sociedade em geral”.

Projeto de solidariedade
E esse trabalho já começou, através do programa A Voz da População. A inspiração do nome e do formato veio do avô, Paulo Jorge Mansur, que foi um pioneiro a usar os meios de comunicação como forma de ajudar quem precisa. “Quando ele conquistou uma emissora de rádio em 1946 criou esse programa que se chamava A Voz do Povo. Ele criou esse programa para ajudar os mais necessitados, e na época nenhum veículo de comunicação tinha programa de ajuda”. O legados das ações do avô durou mais de meio século. “Quando eu ia vender propaganda na rua, as pessoas me perguntavam do meu avô pelo fato de carregar o nome dele”. E assim nascia A Voz da População, que começou há 4 anos na rádio Cultura FM, uma vez por semana. Depois de dois anos a atração ganhou as telinhas diariamente, na programação da tarde da VTV/SBT.

Há quatro anos fazendo o programa, o apresentador passou a conhecer profundamente as regiões de Campinas e do Litoral de São Paulo. Hoje ele sabe exatamente o que cada bairro de melhoria “Muitas pessoas que nasceram e moram em Campinas há 30 anos não conhecem a cidade e não andaram como eu andei nos bairros. Sei que o Bairro Marisa 1 precisa de asfalto e saneamento; sei que o Vida Nova precisa de um entidade; sei que nos Disques falta hospital; sei que no bairro Santa Marta falta uma ponte e que lá está um caos para os moradores se locomoverem; sei que o Jardim Lafaiete quer regulamentar as casas do bairro; sei que o pessoal do Shangai quer lombada nas ruas internas pelos acidentes com os carros e principalmente na frente das escolas; sei ainda que o Satélite Íris 5 precisa tapar os buracos das ruas e que precisa de mais segurança na frente das escolas. Tudo isso vi com meus próprios olhos”.

Família em primeiro lugar
O lar e a família sempre tiveram participação fundamental na vida de Paulo. Do pai ele leva como exemplo a simplicidade e dedicação ao trabalho. Da mãe, a vontade de sempre ser bom “Minha mãe sempre foi uma pessoa batalhadora e sempre me ensinou a ser correto. Minha mãe fala até hoje para eu sempre agir com meu coração e sempre ser bom, sempre ser bom”, conta Paulo. E nessa vontade de sempre fazer o bem, Paulo tem o apoio da esposa, Francis Rosenstock “Ela é minha companheira, a minha parceira de vida. Ela me deixou mais confiante, me mostrou um lado da vida mais espiritual e me ensinou a ser um homem mais organizado, o casamento me fez um homem mais sólido”. Uma família bem estruturada o fez também pensar no futuro “Só tenho a agradecer minha família, meus pais, minhas irmãs Natalia e Priscilla Mansur, e minha madrasta, Regina Mansur por me apoiarem e confiarem nos meus passos. Por isso hoje tenho uma visão do que quero para meus filhos e netos: um país melhor, com menos desigualdade. E eu vou batalhar por isso”.

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